O Google conseguiu gerar polemica ao lançar sua nova politica de privacidade, onde serviços como Youtube, Gmail, Google Plus, entre outros, agora podem compartilhar informações de seus usuários cadastrados entre si. O fato é que, essa empresa multinacional já tinha acesso aos dados de seus usuários, como gostos e preferencias, mas agora ela terá acesso há muito mais informações, tornando mais fácil traçar perfis de seu publico, direcionar publicidades ao seu público-alvo e, possivelmente, vender esses dados para empresas.
A União Europeia se manifestou contra a medida e alegou que as regras violam a legislação europeia de proteção de dados. A CNIL (Comissão Nacional de Informática e Liberdade), órgão que regula o setor na França, vai investigar o caso no restante da Europa.

No Brasil, a companhia recebeu uma notificação do DPDC (Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor) do Ministério da Justiça que solicitou mais detalhes a respeito dos motivos que levou o Google a fazer tal alteração, que resume 60 itens em apenas um. Segundo o departamento, a solicitação foi feita com base na legislação de defesa do consumidor e no direito Constitucional à privacidade.
Em resposta o Google afirmou que manterá aberto o diálogo com as autoridades e alegou: “Não venderemos os dados pessoais e continuaremos usando nossa segurança líder na indústria para manter a informação segura.”
Para o secretário de Direito Econômico, Vinicius de Carvalho, há duas questões a serem abortadas:
- A primeira é que uma mudança de politicas de privacidade de uma empresa com o porte do Google necessita consulta publica antes de ser aplicada.
- E segundo é que a empresa deveria fornecer informações de forma clara e simples para que todos os usuários consigam entender a nova estrutura. Mas o fato é que, por mais objetivo e pratico que sejam ao passar as informações, muitas pessoas simplesmente não possuem qualquer interesse a respeito.
Segundo uma pesquisa da ONG YouGov for Big Brother Watch, que monitora a transparência das empresas, apenas 12% dos usuários britânicos se deram ao trabalho de ler o novo documento, e outras 47% afirmaram que nem sabiam que mudanças estavam sendo feitas. Não é novidade que muitas pessoas, com preguiça de ler artigos e documentos online, simplesmente clicam em “concordo com os termos de uso” mesmo sem ter lido uma única linha.
Nenhum comentário:
Postar um comentário